Olha só: esse movimento não aconteceu por acaso. Tanto a Sony quanto a Microsoft têm fortes incentivos para reduzir, e até eliminar, a mídia física.
A questão é que isso beneficia muito mais as empresas do que os consumidores.
Veja Alguns Motivos:
Maior lucro. Um jogo vendido digitalmente não tem custos de fabricação de discos, embalagens, transporte e distribuição para as lojas. Além disso, a empresa fica com uma margem de lucro maior. E você sabe: no fim das contas, tudo gira em torno do lucro.
Controle total dos preços. No digital, quem controla os valores são a Sony e a Microsoft. Já na mídia física, as lojas competem entre si, o que aumenta as chances de promoções e descontos.
Fim do mercado de usados. Na mídia física, o disco pode ser vendido, emprestado ou trocado. No digital, o jogo fica vinculado à conta do comprador, impedindo a revenda e prejudicando quem trabalha com o mercado de jogos usados.
Assinaturas. Serviços como o PlayStation Plus e o Xbox Game Pass incentivam o acesso temporário aos jogos, em vez da posse definitiva. Em vez de comprar um título, o consumidor paga uma mensalidade para ter acesso a um catálogo que pode mudar a qualquer momento.
Dados do consumidor. No ambiente digital, as empresas sabem o que você compra, quando joga, quanto tempo joga e até quais são seus hábitos de consumo. Essas informações são usadas para oferecer promoções direcionadas e aumentar as vendas.
A análise do lado do consumidor
Do ponto de vista das empresas, a estratégia faz todo sentido: reduz custos, aumenta a margem de lucro, elimina intermediários e dá mais controle sobre preços, distribuição e relacionamento com o cliente.
Já para o consumidor, a situação é mais complexa. O digital oferece praticidade, já que não é preciso trocar discos nem sair de casa para comprar um jogo. Por outro lado, ele também reduz a liberdade do jogador. Você perde a possibilidade de revender, emprestar ou trocar seus jogos, fica mais dependente do ecossistema da plataforma e passa a ter menos opções para economizar.
No fim, o mercado caminha para um modelo em que o consumidor possui cada vez menos e apenas recebe uma licença de uso dos jogos. É uma mudança conveniente para as empresas, mas que diminui direitos e opções para quem compra.